Instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras: o que a lei exige e o que o síndico precisa controlar

Instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras: o que a lei exige e o que o síndico precisa controlar

Instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras: o que a lei exige e o que o síndico precisa controlar

Instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras: o que a lei exige e o que o síndico precisa controlar

A segurança contra incêndio em condomínios não depende apenas de ter extintores e mangueiras “presentes” nas áreas comuns. Na prática, a legislação exige que esses equipamentos sejam instalados corretamente, dimensionados de forma adequada e, sobretudo, mantidos em perfeito estado de funcionamento ao longo do tempo. Para o síndico, isso significa assumir um papel ativo de controle, registro e acompanhamento, e não apenas assinar contratos de manutenção.

A seguir, você verá o que as normas e o Corpo de Bombeiros exigem em relação a instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras em condomínios no Rio de Janeiro, e entenderá exatamente quais pontos o síndico precisa monitorar para evitar multas, reprovações em vistorias e, principalmente, situações de risco real para moradores e visitantes.

O que a lei exige sobre extintores em condomínios

Quantidade, tipos e localização básica

Primeiramente, os extintores devem ser dimensionados conforme o risco da edificação e as normas técnicas (como NBR 12.693, NBR 13.434 e correlatas), além das exigências específicas do COSCIP-RJ para condomínios residenciais e mistos. Em linhas gerais, a legislação exige que:

  • Haja extintores adequados ao tipo de risco (por exemplo, água para classe A, pó químico para B e C, CO₂ para equipamentos elétricos).

  • A distância máxima de deslocamento até um extintor seja respeitada (normalmente 15 a 25 metros, conforme o risco e a norma aplicada).

  • Os equipamentos sejam instalados em suportes ou nichos, a altura adequada, com sinalização clara e permanente.

  • A rota até o extintor esteja sempre desobstruída, sem móveis, vasos, bicicletas ou caixas bloqueando o acesso.

Portanto, não basta “ter” extintores; eles precisam estar no lugar certo, do tipo correto e acessíveis de verdade em uma emergência.

Recarga, inspeção visual e testes obrigatórios

Além disso, a legislação exige que os extintores passem por uma rotina de inspeção e manutenção, que envolve três níveis principais:

  • Inspeção visual mensal: feita pelo zelador, síndico ou empresa contratada, verificando lacres, manômetro, integridade do corpo, sinalização e acesso.

  • Manutenção de nível 2 (recarga): geralmente anual, obrigatoriamente realizada por empresa certificada, com troca de agente extintor quando necessário e testes básicos.

  • Teste hidrostático: em intervalos definidos pela norma e pelo tipo de extintor, para verificar a resistência do cilindro à pressão interna.

O síndico precisa garantir que todas essas etapas estejam sendo executadas por empresa registrada, com certificações atualizadas e relatórios formais de manutenção, uma vez que isso será cobrado em vistorias do Corpo de Bombeiros e pode ser determinante em caso de sinistro.

O que a lei exige sobre hidrantes e mangueiras

Posição, abrigo e identificação

No caso dos hidrantes e mangueiras, as normas técnicas (como NBR 13.714, NBR 13.718 e correlatas) determinam não apenas a presença do sistema, mas também sua correta instalação. Em resumo, a lei exige que:

  • As caixas de hidrante estejam instaladas em pontos estratégicos, cobrindo todas as áreas comuns e rotas de fuga.

  • As mangueiras estejam devidamente enroladas, conectadas e prontas para uso.

  • Haja registros, esguichos, chaves de mangueira e demais acessórios dentro do abrigo.

  • As caixas estejam sinalizadas e desobstruídas, sem uso indevido como depósito de materiais.

Assim como nos extintores, não adianta constar “sistema de hidrante” no projeto se, na prática, o morador ou a brigada não conseguem acessar a mangueira de forma rápida e segura.

Testes de pressão, vazão e integridade das mangueiras

Além disso, a legislação e as normas técnicas exigem que os sistemas de hidrantes passem por testes periódicos, tanto de hidráulica quanto de integridade das mangueiras:

  • Ensaios de pressão e vazão em pontos representativos da rede, garantindo que chega água suficiente, com pressão adequada.

  • Inspeção visual das mangueiras, verificando cortes, furos, ressecamento e desgaste.

  • Teste hidrostático das mangueiras, em intervalos definidos, para confirmar que elas suportam a pressão sem vazamentos.

O síndico precisa exigir relatórios documentados desses testes, com identificação de cada mangueira e de cada hidrante, mantendo um histórico organizado. Isso não é apenas formalidade: em uma emergência, uma mangueira ressecada ou um hidrante sem pressão podem significar a diferença entre um princípio de incêndio controlado e um desastre.

O que o síndico precisa controlar na prática

Contratos e periodicidade de manutenção

Primeiramente, o síndico deve garantir que o condomínio possua contrato com empresa especializada em prevenção e combate a incêndio, devidamente registrada, com responsabilidade técnica formalizada (ART ou RRT). Esse contrato deve prever, de forma clara:

  • Periodicidade das inspeções de extintores e hidrantes.

  • Recarga anual dos extintores e testes hidrostáticos nos prazos normativos.

  • Ensaios de vazão e pressão em hidrantes, quando aplicável.

  • Emissão de laudos, relatórios e certificados de conformidade, sempre com datas e assinaturas.

Portanto, não basta apenas “chamar a empresa quando lembra”; o ideal é ter um cronograma anual definido, associado ao planejamento orçamentário do condomínio.

Registro documental e rastreabilidade

Além disso, o síndico precisa manter um arquivo físico ou digital organizado com:

  • Notas fiscais de serviços de manutenção e recarga.

  • Relatórios técnicos de inspeção de extintores e hidrantes.

  • Certificados de teste hidrostático de cilindros e mangueiras.

  • ARTs emitidas pelos profissionais responsáveis.

  • Inventário atualizado de todos os equipamentos (extintores, tipos, capacidades, localização, mangueiras, diâmetros, comprimentos, etc.).

Esse conjunto de documentos será essencial em três situações: vistorias do Corpo de Bombeiros, auditorias de seguradoras e, eventualmente, análises periciais após incidentes.

Rotinas internas de vistoria

Finalmente, além da empresa contratada, é recomendável que o síndico implemente rotinas internas simplificadas, envolvendo zelador ou equipe de manutenção, para:

  • Verificar mensalmente se extintores continuam no lugar certo, lacrados e desobstruídos.

  • Checar se caixas de hidrante não estão sendo usadas como armário ou depósito.

  • Confirmar se sinalizações não foram danificadas ou cobertas por reformas.

  • Registrar, em planilha ou aplicativo, qualquer anomalia para correção rápida.

Dessa forma, pequenas irregularidades são corrigidas antes de virarem problemas maiores em uma vistoria oficial.

Responsabilidades legais do síndico

Código Civil, convenção e normas técnicas

Do ponto de vista jurídico, o síndico responde civilmente pela guarda e conservação das áreas comuns e pela adoção de medidas de segurança razoáveis. A legislação civil, a convenção de condomínio e o regulamento interno costumam atribuir formalmente ao síndico a responsabilidade de:

  • Zelar pelo cumprimento das normas de segurança.

  • Contratar empresas habilitadas para manutenção dos sistemas.

  • Manter o condomínio regularizado perante o Corpo de Bombeiros.

  • Informar os condôminos sobre regras básicas de prevenção e uso dos equipamentos.

Por isso, negligenciar extintores vencidos, mangueiras sem teste ou hidrantes inoperantes não é apenas uma falha técnica; pode configurar omissão grave em caso de acidente.

Seguro do condomínio e exigências adicionais

Além disso, seguradoras podem exigir, em apólices de condomínio, que os sistemas de combate a incêndio estejam em plena conformidade. Em muitos casos, a própria vistoria da seguradora aponta:

  • Extintores fora de validade;

  • Mangueiras sem ensaio recente;

  • Falta de documentação comprobatória;

  • Incompatibilidade entre o projeto aprovado e a situação real.

Consequentemente, em um sinistro, a ausência de manutenção adequada pode influenciar análise de cobertura, valores de indenização e até caracterização de agravamento de risco.

Boas práticas para síndicos: como organizar o controle

Monte um calendário anual de segurança

Primeiramente, uma forma prática de organizar tudo é criar um calendário anual de segurança contra incêndio para o condomínio. Nesse calendário, inclua:

  • Mês de recarga de extintores.

  • Mês dos testes de hidrantes e mangueiras.

  • Datas de inspeções internas de rotas de fuga e sinalização.

  • Prazos de vencimento de AVCB e outros documentos.

Assim, o síndico visualiza o ano inteiro e antecipa demandas técnicas e orçamentárias.

Crie um inventário de equipamentos

Além disso, vale a pena montar um inventário simples, mas completo, com:

  • Lista de todos os extintores (tipo, capacidade, localização, número de série, validade).

  • Lista de todas as mangueiras (comprimento, diâmetro, local, data de teste hidrostático).

  • Lista de caixas de hidrante (andar, área, tipo de abrigo, acessórios presentes).

Esse inventário facilita tanto o trabalho da empresa de manutenção quanto as vistorias do Corpo de Bombeiros, além de dar ao síndico uma visão clara de onde estão os pontos críticos.

Invista em orientação aos moradores e funcionários

Finalmente, não adianta ter equipamentos perfeitos se ninguém sabe como usá-los ou se os próprios condôminos comprometem a segurança. Por isso, é importante:

  • Promover palestras ou comunicados sobre uso básico de extintores.

  • Reforçar que é proibido obstruir extintores, hidrantes e rotas de fuga.

  • Treinar funcionários (porteiros, zeladores, auxiliares) para reconhecer sinais de risco.

  • Incentivar participação em brigadas de incêndio quando houver essa estrutura.

Ao envolver a comunidade condominial, o síndico transforma a segurança contra incêndio em responsabilidade compartilhada, e não em um assunto “distante” tratado apenas em burocracias anuais.

Como a Meta Incêndio pode ajudar o síndico nesse controle

Consultoria técnica e manutenção completa

Meta Incêndio oferece suporte técnico especializado para condomínios que desejam organizar de forma profissional a instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras. Na prática, isso significa:

  • Avaliação inicial do condomínio com checklist detalhado.

  • Adequação da quantidade, tipo e localização de extintores e hidrantes.

  • Planejamento de manutenções periódicas conforme normas e COSCIP-RJ.

  • Emissão de relatórios e laudos técnicos com total rastreabilidade.

Organização documental e apoio em vistorias

Além disso, a Meta Incêndio auxilia o síndico a:

  • Estruturar arquivo técnico com certificados, relatórios e notas fiscais.

  • Manter controle de prazos de recarga e testes hidrostáticos.

  • Preparar o condomínio para vistorias do Corpo de Bombeiros.

  • Responder tecnicamente a eventuais exigências ou pendências.

Dessa forma, o síndico não fica sozinho tentando interpretar normas complexas ou conciliando diferentes fornecedores sem visão integrada.

Conclusão: segurança começa na gestão do síndico

Em resumo, a instalação, recarga e manutenção de extintores e mangueiras em condomínios vão muito além de uma obrigação burocrática: são pilares reais da segurança patrimonial e da integridade das pessoas. A lei é clara, as normas são detalhadas e, cada vez mais, o Corpo de Bombeiros e as seguradoras cobram comprovação desse cuidado.

Portanto, o síndico que organiza contratos, controla prazos, guarda documentação e busca apoio técnico especializado não está apenas “se protegendo juridicamente”; está, de fato, cumprindo seu papel de guardião da segurança coletiva do condomínio.

Se você quer ter tranquilidade nesse processo, com sistemas dimensionados corretamente, manutenção em dia e documentação organizada, conte com a experiência da Meta Incêndio. Assim, você garante que extintores, hidrantes e mangueiras estejam sempre prontos para usar quando realmente forem necessários — e que o condomínio esteja preparado tanto para vistorias quanto para emergências reais.


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A Meta Incêndio é especialista em regularização junto ao CBMERJ. Nossa equipe atende Niterói e todo o Rio de Janeiro.

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